
A maioria dos tutores associa saúde bucal apenas ao hálito.
Na prática clínica, o impacto é muito mais amplo.
Estudos indicam que cerca de 85% dos cães com mais de dois anos apresentam algum grau de doença periodontal.
O problema é que essa condição evolui de forma silenciosa e, quando não tratada, pode comprometer não só os dentes, mas também órgãos como rins, fígado e coração.
O que é doença periodontal e por que ela é tão comum?
A doença periodontal é uma inflamação que afeta os tecidos que sustentam os dentes, como gengiva e estrutura óssea.
Ela começa com o acúmulo de placa bacteriana.
Sem remoção adequada, essa placa se transforma em tártaro (cálculo dentário) que protege o crescimento e proliferação de bactérias dando início à inflamação e infecção oral.
Com o tempo, o quadro pode evoluir e comprometer toda a estrutura dentária.
Fatores que aumentam o risco:
- ausência de higiene bucal regular
- predisposição racial/genética
- fatores imunológicos e pH da saliva
- formato do focinho, arcada dentária e malformações dentárias
Por que a doença periodontal vai além da boca?
Ela começa com o acúmulo de placa bacteriana.
Sem remoção adequada, essa placa se transforma em tártaro (cálculo dentário) que protege o crescimento e proliferação de bactérias dando início à inflamação e infecção oral.
Isso pode gerar impactos em outros sistemas do organismo, como:
- piora nas doenças renais
- causa de doenças cardíacas
- potencializa artroses e poliartrites
- sobrecarga no fígado
- descompensação de diabetes mellitus e doenças neurodegenerativas
Sinais de alerta: quando é preciso investigar
A progressão costuma ser silenciosa, mas alguns sinais indicam que algo não está normal:
- mau hálito persistente
- gengiva vermelha, inchada ou com sangramento
- acúmulo visível de tártaro
- dificuldade ou dor ao mastigar
- salivação excessiva
Ao notar qualquer um desses sinais, a avaliação veterinária é fundamental.
Como funciona o tratamento da doença periodontal?
O tratamento depende do estágio da doença e da avaliação clínica.
Na maioria dos casos, é necessário realizar um procedimento periodontal com o paciente anestesiado, permitindo uma limpeza completa — inclusive abaixo da linha da gengiva.
Em quadros mais avançados, pode ser necessário tratar infecções ou realizar extrações dentárias.
Mais do que remover o tártaro, o objetivo é interromper a progressão da doença e preservar a saúde sistêmica do pet.
Prevenção: o que realmente faz diferença
A prevenção envolve mais do que escovação.
Entre os principais cuidados estão:
- higiene bucal regular com produtos específicos
- acompanhamento veterinário periódico
- avaliação odontológica preventiva
- controle do acúmulo de placa ao longo do tempo
A progressão costuma ser silenciosa, mas alguns sinais indicam que algo não está normal:
- mau hálito persistente ou piorando bruscamente
- gengiva vermelha, inchada ou com sangramento
- retração da gengiva e aparecimento das raizes dentárias (dentes parecem maiores)
- acúmulo visível de tártaro
- mudança na forma de mastigar ou brincar, queda ou sobra de comida fora do pote
- salivação excessiva.
O tratamento depende do estágio da doença e da avaliação clínica.
Na maioria dos casos, é necessário realizar um procedimento periodontal com o paciente anestesiado, permitindo a radiografia Intraoral de todos os dentes e uma limpeza completa — inclusive abaixo da linha da gengiva.
Em quadros mais avançados, pode ser necessário tratar infecções ou realizar extrações dentárias.
Mais do que remover o tártaro, o objetivo é interromper a progressão da doença, do sofrimento silencioso causado pela dor e preservar a saúde sistêmica do pet.
A prevenção envolve mais do que escovação.
Entre os principais cuidados estão:
- higiene bucal regular com produtos, frequência e métodos específicos
- acompanhamento veterinário periódico
- avaliação odontológica preventiva
- controle do acúmulo de placa ao longo do tempo
Quando buscar uma avaliação odontológica?
Um dos erros mais comuns é esperar sinais avançados para agir.
A avaliação odontológica permite identificar alterações iniciais, muitas vezes antes de qualquer sintoma evidente.
Isso possibilita intervenções mais simples, com melhor prognóstico e menor impacto para o paciente.
Alterações bucais podem evoluir sem sinais claros e, quando percebidas, muitas vezes já estão em estágios mais avançados.
A avaliação odontológica permite identificar precocemente essas alterações e definir a melhor conduta para cada caso.
Fale com nossa equipe e entenda como funciona a avaliação odontológica.